terça-feira, 24 de março de 2009

A Música e a Cadência da Vida



“... O que é essa combinação de som e poesia que cria um elixir tão potente e nostálgico? Será que a música existe porque os seres humanos nasceram com ritmo, programados para ansiar pela melodia? Talvez. Desde os batimentos cadenciados do coração de nossa mãe no útero até a valsa frágil de um casal idoso, o movimento é um indício da vida em si. Só paramos de nos mexer quando ficamos constrangidos e temos medo de parecer ridículos.

Quando os místicos falavam da “música das esferas”, estavam tentando dar dignidade a uma forma de revelação. A música comove porque nos envolve como um barco levado pelo rio. E não seremos responsáveis pelo destino se sentirmos que o importante é curtir a viagem – principalmente aquela sensação de estar flutuando, que nos dá a impressão de não ter peso e nos leva como o sangue que circula em nossas veias. A música é tanto um pretexto para não ser racional quanto o pano de fundo do desenvolvimento da razão propriamente dita.

A vida simples, essencial, tem necessidade de música assim como tem necessidade de comida – preparada lentamente e servida várias vezes por dia. Espera pelo sabor de um verso familiar, pela lembrança de uma melodia que parece nunca deixar de agradar. Pode-se dizer que, em termos práticos, a música não tem valor tangível. Apesar de todo o esforço compulsivo que entra em sua composição, ela continua não sendo nada além de ruído – a interrupção engenhosa do silêncio.

Repetindo: é a ênfase no ouvido que se recomenda em detrimento da ênfase no olho. Toda criança devia aprender a tocar um instrumento musical, não importa qual deles. A música devia ser um requisito de toda escola – não há nada de extracurricular nela. Toda mãe devia cantar para seu filho e todo pai devia aprender ao menos uma canção de ninar.

...

Na verdade, a vida simples, espiritualizada, tem muita dança porque o próprio movimento é um prazer tão certo, um indício tão claro de alegria...

...A música e a dança são formas de vida, transportam a alma, produzem o suor da paixão e servem para lembrar o corpo sua beleza.

Tampouco importa o tipo de música que você ouve. As pessoas sempre usaram a música para avaliar grau de sofisticação, mas isso é bobagem. Toda geração cria um som que acredita ser único. O novo substitui o velho com um zelo distraído. ...”

(“Ser Simples” – Robin R. Meyers)

2 Flores:

July Gaião disse...

que galera massa...

lok@ disse...

e olhe q são soh alguns.. e pena q a foto ficou com uma resolução péssima..

mas tah valendo, afinal: listen to the song!

;)